Os malvados Clorofluorcarbonos (CFCs)

Calma! Isso não é de comer, tampouco um xingamento ou coisa do tipo, vou explicar:

Os Clorofluorcarbonos são substancias utilizadas em aerossóis “sprays” criados por indústrias com a finalidade de proteger circuitos de refrigeração geralmente presente em aparelhos de ar-condicionado e geladeiras que segundo os químicos Frank Sherwood Rowland e Mario Molina era um verdadeiro destruidor de atmosfera.

Eles estavam certos: Os CFCs estavam causando um buraco na nossa camada de ozônio.

Com isso foi criado o Protocolo de Montreal, um acordo entre países para a substituição que reagem com o ozônio atmosférico ativo desde Janeiro de 1989. O protocolo vem atuando no Brasil há duas décadas e garante: “hoje a maior parte da indústria é livre de CFC e o consumo e uso remanescentes desses gases estão praticamente limitados à manutenção de equipamentos…”

O que significa grande vitória aos químicos pela descoberta, o que os levaram a conquistar o Prêmio Nobel de Química em 1995.

Para saber mais sobre o Protocolo de Montreal: http://www.protocolodemontreal.org.br/

O Relatório do IPCC

Lançado aos quatro ventos, o amplo e mais completo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas afirma: O homem é o grande causador do aquecimento global.

Mas isso não é novidade, não agora, mas há algumas décadas cientistas já previam o grande acontecimento, desde a revolução industrial o aumento do uso de combustíveis fosseis, desmatamento e a decomposição de matérias orgânicas em aterros e outros descuidos, contudo o fato era assunto somente de especialistas e cientistas.

Hoje a coisa mudou. O relatório de 2007 contem 3 partes, é uma das pesquisas mais atuais em relação ao efeito estufa realizado por aproximadamente 2,5 mil especialistas que afirmam: mesmo se a temperatura se estabilizasse aos níveis do ano de 2000 o planeta ainda sim sofreria um aumento de 0,1°C por década, mas o caso é que essa temperatura não foi mantida e fomos surpreendidos com uma temperatura bem maior.

Cientistas apontam que na melhor das possibilidades daqui cem anos o aumento será de 2,9°C, em outras palavras se nada for feito podemos esperar por um aumento de 6,4°C, o que fará o nível do mar subir 59 centímetros.

Na segunda parte do relatório o objetivo central foi o desvio das atenções para os grandes resultados do aumento da temperatura mundial. Foi divulgada pela primeira vez em Bruxelas, em abril, apontando de inicio a falta de água potável, o derretimento dos pólos e até mesmo o aumento da pobreza.

De acordo com o relatório, o Brasil pode sofrer uma perda significativa na biodiversidade graças a extinção de espécies, a região mais prejudicada pelo aquecimento será o Nordeste que sofrerá um aumento um aumento de 1,5°C na temperatura. Nas regiões litorâneas já foi dado o alerta: Existem riscos de furacões e tempestades violentas.

 

Concluindo que as causas do efeito estufa não tratam de resultados bons, a terceira parte relata sobre estratégias e operações combatentes contra os impactos da temperatura elevada que se resume numa perda total das dependências dos combustíveis fosseis, usando então somente energias renováveis.

Essa foi a ideia principal apresentada, mas as mudanças no cotidiano humano também deve mudar, segundo pesquisas e dados da ONG o consumo anual de uma família pode gerar 13,74 toneladas de CO2, certas medidas reduziriam esse numero para 2,59. Mas quando se trata de mudar o habito mundial não é tão simples, segundo o IPCC, o custo da mudança para combater os gases do efeito estufa vai de 0,6% do PIB e chega a 3% se o nível de estabilização do CO2 atingir a 535 ppm.