Crise mundial de alimentos

Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) o problema principal da fome é causado pela renda insuficiente para comprar alimentos de boa quantidade e qualidade, se um país como o Brasil sofre com os preços elevados dos alimentos, como ficam os países da Ásia e Pacífico?

Lá os números de desnutridos já chegaram a 41% por volta de 1969 e 1971, ao mesmo tempo a América Latina se manteve na base dos 20% (Metade).

Na África subsaariana o PIB em 2003 chegou a menos que 5 US$ mil, passando a ter o título da região mais pobre do globo.

Em geral estamos falando de 925 milhões de pessoas que sofrem com a escassez de alimentos e com a abundância de miséria. Desse total quase 30 mil morrem todos os dias por não terem o que comer.

Conforme o índice de preços de alimentos da FAO, até o primeiro semestre de 2008 os valores de produtos alimentícios internacionais foram os maiores nos últimos 25 anos. Não fica difícil imaginar o planeta daqui mais 25, ou mesmo em 10 anos.

O próprio Programa Mundial de Alimentos (PMA) afirma que a crise mundial de alimentos pode “afundar” 100 milhões de pessoas. O Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Francisco Carlos Teixeira diz: “O Aumento do petróleo também faz com que o preço dos alimentos fiquei mais caro”. Razão? Conclui: “Hoje a agricultura é totalmente industrializada e depende em boa medida do petróleo, usado como matéria-prima para uma série de produtos, como defensivos agrícolas e químicas de preparação da lavoura. Também movimenta os veículos que transportam as safras agrícolas”.

Existem outros problemas, como as condições climáticas e o uso dos biocombustíveis que fizeram render para os EUA 40 milhões de toneladas de grãos para a fabricação do Etanol em 2007, conforme o Earth Policy Institute e International Grains council.

Em geral o uso mundial de grãos em 2007 foi de 81,0 toneladas nos Estados Unidos, contra 13,9 dos outros países. Mas ainda sim o biocombustível é dominante na União Européia, predomina com 75% da produção enquanto os EUA fica com 13%. Na Europa, porém, usa-se como sua matéria-prima óleo de canola.

Claro que, o biocombustível feito com grão passou a ser importante para os países mais ricos, enquanto os países mais pobres têm seus habitantes indo dormir com fome. Há então uma questão cheia de agonia e desprezo: No mundo, está faltando alimento ou os alimentos estão concentrados para uma população de maior renda e redirecionamento de outros fins?

Mas, além disso, há também o desperdício diário, a associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública afirma que esse desperdício corresponde a 1,4% do PIB brasileiro, a soma desse descaso é suficiente para alimentar 35 milhões de pessoas por mês.

O caso então é que o problema tem solução e que até agora os índices só mostram a piora anual da pobreza no mundo.

Os cigarros do marketing infantil

No dia 8 de maio de 2003, foi determinada uma nova LEI que visava proibir a venda de alimentos em forma de cigarros, charutos ou qualquer outro produto derivado do fumo. Seis anos depois, a ideia de associar tabagismo aos doces soa de uma forma estranha e absurda, mas vale lembrar um dos grandes sucessos das décadas passadas:

A imagem do tabaco também era encontrada em desenhos animados e brinquedos da época.