Gripe, humanos e.. porcos? (gripe suína)

Febre, dores no corpo, tosses e espirros são sintomas clássicos de qualquer gripe, as esses sintomas estão causando pânico nos últimos dias, principalmente para os mexicanos.

A nova ameaça parece ter surgido por uma mutação no organismo dos porcos, que suportam vários tipos de vírus e que em pouco tempo adaptaram-se ao organismo humano.

Até a manhã desta terça-feira (28 de abril de 2009) o número de infectados e suspeitos no México eram de 1615 pessoas, os casos confirmados nessa tarde chega a 97 pessoas em sete países.

No Brasil, até as últimas horas foram detectadas 20 pessoas com suspeita da gripe.

Os aeroportos alertam sobre a doença, distribuem mascaras protetoras para todos em locais públicos em prevenção aos que podem estar infectados.

O alerta assusta o mundo todo, a OMS teme o risco da doença se tornar uma pandemia, como o caso da Sars, doença que matou 800 pessoas em 2003.

A gripe aviária também assustou países da Ásia, África e Europa, até 191 pessoas morreram, milhares de aves foram sacrificadas para conter a epidemia.

Especialistas ainda não identificaram o local onde a gripe suína começou, nem como foi provocado o primeiro caso, mas afirmam que a transmissão é feita através do ar, tosses e espirros são os fatores principais pelo qual o contato ao público deve ser evitado, mesmo o aperto de mãos são motivo de alerta.

Nos E.U.A, estudantes que voltaram de uma excursão pelo México já apresentam sintomas da doença, em muitos deles a doença já foi confirmada. Escolas se preocupam com o caso e fecham as portas até que o perigo esteja devidamente controlado.

A notícia que alivia a muitos, é que as vacinas e remédios já existentes parecem ser eficazes para a epidemia, não necessitando gerar demorados métodos de medicação. A vacina própria para a doença está prevista para seis meses, tempo em que as medicações existentes parecem dar conta.

Qualquer suspeita o médico deve ser procurado, o paciente fará todos os exames necessários e ficará isolado até a saída dos resultados.

Mapa dos pontos atingidos pela gripe suína no mundo topo, fornecido e atualizado pelo google maps:

Informe-se: Ministério da Saúde

Violência de mais X Educação de menos

Centenas de páginas e manchetes são impressas diariamente apontando os mais diversos crimes, atentados e mortes. De nada adiantaria selecionar alguns exemplos recentes para dar inicio ao assunto que vem a seguir, mas fica claro ao ligar a televisão para sentir o caos que muitos sofrem pela violência em um país com sérios problemas em estabelecer limites como o Brasil.
Os índices de mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram, só em 2005, um total de 125,8 mil mortes não naturais, dentre elas, 37,1% provocadas por homicídio. Há 25 anos atrás, esse número era de 19,8%, o que indica que a violência dobrou.
É possível afirmar que o maior número desses atentados são causados por homens jovens. Conforme o Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei (Ver documento) , o total de infratores de menor internados no Brasil é de 15.426, sendo que, 85% cometem atos contra o patrimônio (roubos), 14% delitos contra a vida e ao menos 1% cometem crimes gravíssimos.
E como são julgados os jovens no Brasil? Aqui a pena máxima para o menor de idade é de 3 anos, e ela é cumprida em instituições especiais. Em países como a Inglaterra e a Polônia, o adolescente pode sofrer as conseqüências como um adulto, de acordo com o que o juiz decidir. Nos EUA, são 26 estados os que não adotam uma maioridade penal, lá os criminosos são tratados igualmente, independente da idade do indivíduo.
O Brasil não tem condições para adotar medidas rígidas, até porque, de leis não cumpridas estamos lotados, mas de fato a maioridade penal (18 anos) imposta no nosso país é um absurdo ao que vivemos atualmente. Quando ela foi estabelecida, o país estava em sua fase ainda “rural”, continha uma população reduzida e um índice de criminalidade muito menor ao que vemos hoje. Conforme o mapa da violência o número de homicídios subiu 48,4% entre 1994 e 2004 – período em que a população aumentou 16,5%, o que nos leva a questão de como mudar as medidas, depois de tanto tempo instalada. Mas o fato é que o jovem também está morrendo mais cedo, exposto a violência que outros adolescentes comentem. Estaríamos na geração onde o jovem está ligado fortemente aos fatores de risco urbano? De alguma forma a palavra “educação” me vem montada junto a frase como resposta. Mas, de que educação estamos falando? Dados de 2006 do IBGE mostram que apesar de 82,2% nos “estudantes” entre 15 e 17 anos estarem matriculados na escola, somente 47% deles a freqüentavam. Não fica difícil de imaginar porque eles estão cada vez mais expostos as ruas, às vezes, por dificuldades financeira familiar em busca de trabalho (ou não). Vendo os resultados do Relatório Anual do Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC), em 2005 o narcotráfico movimentou 320 bilhões de dólares no mundo, o que nos dá a idéia do giro de drogas entre os marginais. O uso dessas drogas é o que ajuda a aumentar ainda mais o número de mortes e a violência no mundo. O Mapa da violência dos Municípios Brasileiros, divulgado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) indica que o número de homicídios diminuiu 5% entre 2003 e 2004, essa redução pode ser justificada pela campanha de desarmamento que causara impacto aos portadores de armas ilegais. As estatísticas do IBGE apontam que de 2002 a 2006 a proporção de mortes por causas violentas caiu 1%, o que ainda não sossega os medos e a insegurança que cultivamos dia-a-dia.
Contudo, o Brasil segue seu ranking em busca do topo pelos danos por menores anualmente, e enquanto o espírito de passar a mão na cabeça continuar vigorando, vamos continuar vendo pequenos sem-vergonhas soltos pelas ruas sendo comandados por grandes sem-vergonhas que vão continuar “convertendo” crianças de rua para o crime causando cada vez mais mortes.