O LIXO

Uma das maiores preocupações para as administrações públicas, o lixo gerado e descarregado no meio ambiente 24 horas por dia não é só um detalhe exclusivo das grandes cidades, mas é exatamente nelas que os maiores problemas se destacam.

Nesses grandes centros urbanos, é comum as pessoas usarem terrenos abandonados para o depósito de lixo, por vezes, a rua também é vitima do caos. Esses depósitos causam sérios problemas para a população local, a proliferação dos ratos e insetos são características próprias desses ambientes e esses transmissores de doenças se espalham pela comunidade inteira alterando o modo de vida saudável de uma vizinhança.

Esses lixões atraem pessoas que procuram reaproveitar objetos e até mesmo alimento, essas pessoas estão expostas á contaminações de alto risco.

Mas o problema gerado pelo lixo ultrapassa esse incomodo urbano, ele também prejudica o solo e as águas, sem falar em alguns problemas comuns em diversos lugares do mundo, como o entupimento de bueiros e a causa de enchentes.

Segundo a Associação Brasileira de Limpeza Pública (ABLP), em 1999, a disposição final dos resíduos sólidos no Brasil chegou calcular que 76% estavam acumulados em lixões e somente 1% de todo o lixo produzido estavam sendo encaminhados para a incineração e reciclagem. Hoje, a ABLP deixa claro em seu próprio site que a capacidade dos lixões estão esgotadas, o mesmo artigo foi publicado pela editoração do jornal O Estado de S. Paulo em 19/03/2009.

Além do lixo domiciliar e comercial, o lixo que preocupa e chama mais atenção é o lixo atômico e o hospitalar.

O lixo hospitalar pode provocar contaminações, mas na maioria das vezes, é jogado junto ao lixo comum, o ideal seria que fosse incinerado separadamente.

O lixo atômico constitui os materiais mais ameaçadores paras as gerações futuras, esse lixo que é produzido pelas usinas nucleares são difíceis de serem reaproveitados, são colocados em caixas de concreto lacradas e lançados a alto mar.

O perigo é ameaçador, a corrosão dessas caixas pela água do mar é evidente com o tempo, mas se acidentalmente esse lixo for desenterrado os danos podem ser os mais trágicos.

Uma das emergências a se esperar neste século, é a resolução de maneira consciente de onde armazenar o lixo nuclear, e de como reaproveita-lo.

Navegando na internet em busca de informações mais recentes, encontrei um banco de imagens no site SEFLORAL, sobre o lixão de Maringá.

O que mais me impressionou no final da página, após ver fotos de desmazelo absoluto em questão ao armazenamento do lixo que a cidade contém, foi a seguinte descrição: “Cidade de Maringá, 300 mil habitantes. Qualidade de vida de primeiro mundo. Cidade boa de se morar, industrializada, possui várias universidades e é conhecida mundialmente pela sua arborização urbana.”

Uma das fotos:
Maringá

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Rede Globo apóia a não obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalismo

João Roberto Marinho, vice-presidente da Rede Globo, abriu um comentário sobre a decisão do Superior Tribunal Federal que desvalorizava o diploma na profissão de jornalismo:

“A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o diploma de jornalista é bem-vinda. Ela atesta como legal situação vivida por órgãos de imprensa, que, há anos, têm na sua equipe especialistas de outras áreas, com talento reconhecido, mas que não se formaram na profissão. A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa.”

Após a decisão da STF muitos estudantes se sentiram prejudicados e dizem ter trancado a faculdade, outros desistiram mesmo antes de começar. Josemar Gimenez, dos Diários Associados afirma: “Continuarei contratando apenas pessoas com formação”.

Tudo afirma que o profissional diplomado terá vantagem no mercado, o que não modifica a questão de ter cada vez mais concorrentes a partir dessa nova decisão.

O repórter do iG e da revista Brasileiros, Ricardo Kotscho, também teve a sua vez, e deixou seu recado:

“Com o fim da lei de Imprensa, que todos queriam, e da regulamentação da profissão, sem colocar nada no lugar, o exercício do jornalismo agora virou uma terra sem lei. Acho que esta discussão deveria prosseguir para que alguma regra do jogo seja estabelecida, em defesa das empresas e dos profissionais sérios e, principalmente, dos cidadãos, do conjunto da sociedade”.

Quem sofre mais: Impactos da crise

“Não é um bom momento para ser de meia-idade”

Esse título me impressionou quando estava lendo o jornal americano The New York Times, a matéria informava uma pesquisa que o Centro Pew divulgou apontando um fato intrigante: Pessoas com mais de 65 anos estão sofrendo menos com a recessão.
Os jovens estão descartados dela, ao menos aqueles que não precisam pagar aluguel ou hipoteca, e se perdem alguma coisa é pouco, em geral, os jovens tem menos investimentos a perder do que muitos pais de família, com seus respectivos 30-40 anos.
Nos EUA, apenas 7% daqueles com mais de 65 anos relataram problemas em ter acesso ou pagar pelo atendimento de saúde.
Em 2007, o numero de idosos trabalhando subiu 3,9%, o que implica os casos de muitos jovens que apesar de serem mais vulneráveis, estão com dificuldades para entrar numa carreira profissional.
O motivo pelo aumento significativo também deve ao caso das perdas na recessão, fazendo com que o aposentado volte a trabalhar para recuperar o dinheiro perdido.
Contudo, quem sofreu mais com os impactos dessa perda foram as pessoas de 50-64 anos, considerando as dificuldades ao acesso a aposentadoria e investimentos. O que muitos esperam é que essa crise termine esse ano, mas os efeitos causados ainda podem prejudicar algumas pessoas durante um longo tempo.

Qualquer um pode ser jornalista?

“STF derruba exigência do diploma para o exercício do jornalismo”

Após 40 anos de luta numa conquista que abrange desde os jornalistas até todos os estudantes e interessados pelo assunto, o julgamento realizado nesta quarta-feira terminou tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão.

“No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.”

A comparação é extremamente desgostosa no ponto de vista de milhares de pessoas, são áreas completamente diferentes, lembremos que jornalistas são os mestres da informação, quem gera as impressões mais influentes através da mídia, o que requer uma responsabilidade imensa.

Uma das profissões que possuem cada vez mais recursos (revistas, livros, jornais, televisão, rádio, internet) e cada vez mais concorrentes, a capacidade redatora e investigativa, representada pela cultura geral, ou mesmo o conhecimento da língua, os preceitos éticos não faz de ninguém um grande jornalista reconhecido. Ter um diploma é o mínimo para essa grande carreira. E deve ser obrigatório SIM!

A indignação da desvalorização veio montada em uma frase bem feita de Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma: “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”.

A Federação Nacional dos Jornalistas prosseguirão com o movimento em defesa do diploma, agora, com mais intensidade.

Uma Erva Daninha: O FANATISMO

Amós Oz, em seu livro Contra o Fanatismo:

“A crise atual no mundo – no Oriente Médio, em Israel, na Palestina – não diz respeito de jeito algum á mentalidade dos árabes, como querem alguns racistas. Diz respeito á luta antiga entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerância. O 11 de setembro não tem a ver mesmo com a questão de se a América é boa ou má, se o capitalismo é ameaçador ou transparente, se a globalização deveria cessar ou não. Diz respeito, isso sim, a uma reivindicação típica dos fanáticos: se julgo algo mau, elimino-o, junto com seus vizinhos. O fanatismo é mais antigo que o Islã, mais velho que o cristianismo, que o judaísmo, que qualquer ideologia ou fé no mundo. O fanatismo é, infelizmente, um componente onipresente da natureza humana, um gene do mal, se quiserem chamá-lo dessa forma. Pessoas que explodem clínicas de aborto nos Estados Unidos, que queimam mesquitas e sinagogas na Alemanha diferem de Bin Laden apenas em escala, mas não na natureza de seus crimes.”

Um dos problemas mais detestáveis da atualidade vem seguido do desfecho da citação de Oz.

Em geral, a maior parte de fanáticos religiosos estão concentrados em três religiões: O cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Todas monoteístas.

O problema real no conjunto dessa doença, é que estamos num mundo em que existem cada vez mais barreiras a serem quebradas, estamos separados por raça, classe social, religião, fumantes e não-fumantes, homossexuais e héteros, direita e esquerda e no final das contas a razão de não nos situarmos com nossos próprios limites é o que nos torna incapazes de aceitar o que não nos convêm.

Na Arábia Saudita, as mulheres são sujeitas a leis de segregação de sexo rigorosas, em 2007, uma mulher de 19 anos foi condenada a 200 chibatadas por ser estuprada 14 vezes durante o ataque de uma gangue. Segundo a justiça, a moça havia infligido as regras do país.

Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, fanático é aquele que adere cegamente uma doutrina ou partido. Em questões religiosas, o problema surge quando essa filosofia de bem/mal, certo/errado, deus/demônio acaba interferindo brutalmente o próximo de uma forma intolerante.

Nas suas diversas formas, por vezes, o “demônio” já foi mulher em longas fases históricas, sofreu torturas, morreu queimada em fogueiras inquisitoriais. Mas o fanatismo pregou mais de um demônio na história mundial, ele já foi muçulmanos, judeus, estrangeiros, homossexual, índio, pobre, negro.

De nada adiantaria citar um pouco o extremismo judeu, o integrismo católico ou o radicalismo islâmico para amenizar a situação que nos cabe indignar-se ao ver a cena em que crianças ao participar de uma celebração religiosa em que realizam um ritual de autoflagelação se cobrem com o próprio sangue.

É preciso tanto?


Imagem retirada do site: ReligiousFreaks