A Prática da Tolerância

Os homens costumam ter os mais diversos critérios de organização, divisão e separação das coisas, é um dos seres com a maior capacidade ética em relação aos outros animais, porém é o único capaz de subdividir sua própria espécie.

Todos divididos pela cor, tamanho e comprimento. A religião define quem mais se aproxima de Deus, o dinheiro divide o rico dos miseráveis, a política separa o forte dos fracos, a moda e a cultura classificam as origens, e apenas a etnia foi capaz de arrastar séculos de escravidão e inferioridade. Contudo a maior preocupação ficou centralizada no ato de comparar as pessoas umas ás outras.

Aquilo que deveria fazer parte de uma cultura rica e diversificada é visto com escárnio por alguns também denominados por “preconceituosos”. O preconceito também se tornou uma espécie de separação.

O Brasil com seu título “livre de expressão” não é totalmente livre de intolerância, não haveria tanta morte executada por torcedores de futebol, nem tantos jovens sofrendo agressões físicas pelo modo de se vestir até os dias de hoje.

Na atualidade, o fanatismo é uma das doenças mais perigosas da humanidade, foi a causa das perseguições mais cruéis e inumanas já vistas, é o maior exemplo de que existem pessoas que não aceitam idéias contrárias, é um egoísmo conceitual, que em prática prefere tirar a vida a aceitar outras visões.

A sociedade se multiplica, e proporcionalmente as diversidades ficam maiores, diminuindo a tensão entre o estranhamento, porém o preconceito ainda é algo que choca, mas que junto com a tolerância pode tornar-se insignificante se os indivíduos deixarem as diferenças, e adotarem a ética quando forem tratar de um assunto tão milenar e delicado na história humana.