Brasil, G20 e os bastidores

Lula afirmou que elogios de Obama foram uma ‘gentileza’.

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A grande praga no mundo da moda

Desde quando uma marca é criada, focalizada e comercializada, muitas pessoas exercem a atividade de levantar a voz e reclamar contra os excessos dos acessórios, cores, por vezes a vulgaridade das combinações, os altos preços, e claro, a mega magreza das modelos.
Quem são essas vozes?
Provavelmente não são os telespectadores afobados pela mídia, loucos para terem o mesmo par de sapatos. Mas não vamos entrar em detalhes sobre o consumo excessivo e leis de oferta e procura, o “i” da questão está exatamente na fotografia super retocada da modelo Filippa Hamilton, em um anúncio da marca Polo Ralph Lauren.

Lauren

Na esquerda, a modelo aparece deformada pela falta de senso e pelo photoshop, á direita a mesma modelo sem o “retoque” de “gorduras”.
Após o exagero, a marca disse que a foto alterada foi um erro e pede desculpas, mas logo em seguida a ex-modelo disse que foi demitida pela Polo Ralph Lauren, porque ela não se encaixava mais nas amostras, pois teria “engordado”.

Essa palhaçada toda reflete no impacto que a industria de moda tem feito nas jovens e adolescentes, nem vale a pena citar nomes de celebridades que morreram porque queriam estar “sob-medida”, ou porque ficaram na mesa cirúrgica na mão da estética. Mas vale ressaltar os milhões e milhões de reais que essa industria recebe por cada peça de roupa, idealizada em uma Olívia Palito.

O fato é: quanto mais obesa a população fica, mais fina é a mulher perfeita. E isso é exatamente o que eles querem, moda é um mundo de perfeições, que por trás das cortinas exploram uma imagem totalmente deformadora e o mais incrível é que é quase impossível notar o quão monstruoso é o caráter excessivo das roupas numa passarela.

Isso porque a moda deveria dizer algo sobre a nossa cultura, como a gente realmente é.

É tempo de segunda chance

Como se tivéssemos renascido após a segunda guerra mundial, após o 11 de setembro e algumas outras guerras religiosas, econômicas, políticas, raciais e civis. Como se tivéssemos brotado da bomba atômica, recuperados o fôlego dos conflitos e as sombras do muro de Berlim. Estamos na era da segunda chance. Da meia volta.

Aquela historia de começar tudo de novo deve ter invadido o espírito dos tratados, acordos, experiências cientificas, mesas cirúrgicas, aviões terroristas, parlamentos, casas, prédios, palácios, tudo!

Só é difícil caracterizar essa segunda chance.

É como precisar relembrar do holocausto para que ele não aconteça novamente. Como se o medo impedisse que a segunda chance seja um fracasso como a primeira. E todo mundo continua tentando nas mesmas coisas: votam no mesmo político ladrão, compram todo mês a prestação sabendo que mais tarde vai ser um sufoco para pagar, fazem uma segunda cirurgia plástica para corrigir a primeira que deu errado… É sempre a mesma tecla, o mesmo fascínio, quase que um “como se fosse a primeira vez”.

É tempo de roubar respostas de provas (Como roubaram no ENEM), afinal, se não der certo, dois meses depois haverá outra. Eu ficaria admirada se nunca tivessem pensado nisso, ganhar 500 mil por um gabarito…

Até gripe suína é resultado de segunda chance, me parece que esse planeta já teve umas boas pandemias. E o resultado disso tudo é a preocupação totalizada sobre as possíveis curas e pesquisas da AIDS, quando percebemos, estávamos todos tentando mudar pra um canal de TV que não alertasse: “Gripe suína espalha-se por mais um país!”. Logo ninguém aguentava mais ouvir sobre o assunto e boa parte da população ia adquirir sua mascara nas farmácias mais próximas.
Diferente de alguns anos atrás, estamos no tempo do divórcio, de ter filhos de pais diferentes ao decorrer da vida, de ser “de menor”, de cometer delitos e de não ser punido, de matar, ser condenado, julgado e livre.

É tempo de trocar os títulos, de chamar de segunda chance o que nos bons tempos chamariam de vexame.

O mal da Urbanização

A palavra “cidade” segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira quer dizer uma concentração populacional, industrial, mercantil, financeira e cultural, a mesma palavra á alguns séculos atrás era sinônimo de superpovoamento, condições sanitárias precárias, descuido ambiental e ainda doenças epidêmicas ceifando vidas dos migrantes vindos do campo.

Hoje podemos dar o mesmo significado, mas acrescentando um pouco mais de trânsito, favelas, desabrigados, lixões, doenças, estresse, poluição e desigualdade.

Um dos cálculos feito pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN Habitat) explica: “No ano passado, boa parte dos 6,6 bilhões da população mundial vivia em cidades”. A Tendência é aumentar, demonstra um relatório da ONU: “Em 1950, um terço das pessoas vivia em cidades. Apenas 50 anos depois, isso aumentou para 50%, e continuará a crescer até alcançar dois terços, ou 6 bilhões de pessoas, em 2050”.

Cidades são atraentes, morar em uma garante acesso á escolas, hospitais, alimentos, transportes, mais oportunidades de emprego, cultura, lazer e conforto. O problema é que a concentração no meio urbano é muito alta em países geralmente pobres, resultando grandes necessidades de recursos nas cidades sem estrutura para abrigar certa quantidade de pessoas. Os recursos são precários na sustentação dessa concentração populacional, os problemas são evidentes: Fome, pobreza, criminalidade, violência, e doenças contagiosas. Essa migração para o meio urbano também é a causa das cenas dramáticas vistas diariamente nos jornais e na TV.

Em 1976, uma agência especializada nesta área foi criada pela ONU, junto com uma conferência: Habitat I. Em 1996 nasce a Habitat II e 171 países assinam um documento que define diversas convenções, beneficiando os direitos econômicos, culturais, infantis, sociais, racial, feminino e qualquer discriminação ou abuso contra os direitos humanos.

A solução para o caos ambiental e social nas atuais megacidades poderiam ser aplicadas com políticas públicas que estimulassem um uso moderado de energia e água, a atenção sobre os desabrigados e as favelas aumentada para que diminuísse a sobrecarga da infra-estrutura urbana, ajudando até a diminuição da violência e da criminalidade.

Influenza A (H1N1)

De abril á junho, a influenza A/H1N1 chegou a atingir todos os continentes. O vírus apareceu perfeitamente adaptado ás transmissões que chegou ao alerta da Organização Mundial da Saúde: Uma perigosa pandemia.

O vírus é uma combinação de cinco genes de gripe suína, dois da aviária e um da humana, estão entre os mais simples que existem, porém mortais ao organismo do homem.

É certo que, todo mundo um dia em vida já pegou ao menos uma gripe, seja ela forte ou não. Um dos estudos da OMS aponta que 15% da população mundial fica gripada anualmente e que aproximadamente 500 mil pessoas morrem de gripe a cada ano.

O medo é inevitável, a doença já mudou a rotina de muita gente, de escolas, locais públicos e principalmente o cuidado preferencial dos hospitais. O fato mais assustador é que especialistas supõe que novas epidemias, mais fortes e resistentes, estão por vir e ao contrario de alguns anos atrás, quando só existiam navios para a deslocação de pessoas de continente para continente, hoje viajamos de um lado para outro em pouquíssimas horas (de avião), aumentando os riscos de que a influenza A e outras possíveis gripes voe de ponta a ponta o mundo inteiro.

Quem sofre mais: Impactos da crise

“Não é um bom momento para ser de meia-idade”

Esse título me impressionou quando estava lendo o jornal americano The New York Times, a matéria informava uma pesquisa que o Centro Pew divulgou apontando um fato intrigante: Pessoas com mais de 65 anos estão sofrendo menos com a recessão.
Os jovens estão descartados dela, ao menos aqueles que não precisam pagar aluguel ou hipoteca, e se perdem alguma coisa é pouco, em geral, os jovens tem menos investimentos a perder do que muitos pais de família, com seus respectivos 30-40 anos.
Nos EUA, apenas 7% daqueles com mais de 65 anos relataram problemas em ter acesso ou pagar pelo atendimento de saúde.
Em 2007, o numero de idosos trabalhando subiu 3,9%, o que implica os casos de muitos jovens que apesar de serem mais vulneráveis, estão com dificuldades para entrar numa carreira profissional.
O motivo pelo aumento significativo também deve ao caso das perdas na recessão, fazendo com que o aposentado volte a trabalhar para recuperar o dinheiro perdido.
Contudo, quem sofreu mais com os impactos dessa perda foram as pessoas de 50-64 anos, considerando as dificuldades ao acesso a aposentadoria e investimentos. O que muitos esperam é que essa crise termine esse ano, mas os efeitos causados ainda podem prejudicar algumas pessoas durante um longo tempo.

Uma Erva Daninha: O FANATISMO

Amós Oz, em seu livro Contra o Fanatismo:

“A crise atual no mundo – no Oriente Médio, em Israel, na Palestina – não diz respeito de jeito algum á mentalidade dos árabes, como querem alguns racistas. Diz respeito á luta antiga entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerância. O 11 de setembro não tem a ver mesmo com a questão de se a América é boa ou má, se o capitalismo é ameaçador ou transparente, se a globalização deveria cessar ou não. Diz respeito, isso sim, a uma reivindicação típica dos fanáticos: se julgo algo mau, elimino-o, junto com seus vizinhos. O fanatismo é mais antigo que o Islã, mais velho que o cristianismo, que o judaísmo, que qualquer ideologia ou fé no mundo. O fanatismo é, infelizmente, um componente onipresente da natureza humana, um gene do mal, se quiserem chamá-lo dessa forma. Pessoas que explodem clínicas de aborto nos Estados Unidos, que queimam mesquitas e sinagogas na Alemanha diferem de Bin Laden apenas em escala, mas não na natureza de seus crimes.”

Um dos problemas mais detestáveis da atualidade vem seguido do desfecho da citação de Oz.

Em geral, a maior parte de fanáticos religiosos estão concentrados em três religiões: O cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Todas monoteístas.

O problema real no conjunto dessa doença, é que estamos num mundo em que existem cada vez mais barreiras a serem quebradas, estamos separados por raça, classe social, religião, fumantes e não-fumantes, homossexuais e héteros, direita e esquerda e no final das contas a razão de não nos situarmos com nossos próprios limites é o que nos torna incapazes de aceitar o que não nos convêm.

Na Arábia Saudita, as mulheres são sujeitas a leis de segregação de sexo rigorosas, em 2007, uma mulher de 19 anos foi condenada a 200 chibatadas por ser estuprada 14 vezes durante o ataque de uma gangue. Segundo a justiça, a moça havia infligido as regras do país.

Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, fanático é aquele que adere cegamente uma doutrina ou partido. Em questões religiosas, o problema surge quando essa filosofia de bem/mal, certo/errado, deus/demônio acaba interferindo brutalmente o próximo de uma forma intolerante.

Nas suas diversas formas, por vezes, o “demônio” já foi mulher em longas fases históricas, sofreu torturas, morreu queimada em fogueiras inquisitoriais. Mas o fanatismo pregou mais de um demônio na história mundial, ele já foi muçulmanos, judeus, estrangeiros, homossexual, índio, pobre, negro.

De nada adiantaria citar um pouco o extremismo judeu, o integrismo católico ou o radicalismo islâmico para amenizar a situação que nos cabe indignar-se ao ver a cena em que crianças ao participar de uma celebração religiosa em que realizam um ritual de autoflagelação se cobrem com o próprio sangue.

É preciso tanto?


Imagem retirada do site: ReligiousFreaks