A Prática da Tolerância

Os homens costumam ter os mais diversos critérios de organização, divisão e separação das coisas, é um dos seres com a maior capacidade ética em relação aos outros animais, porém é o único capaz de subdividir sua própria espécie.

Todos divididos pela cor, tamanho e comprimento. A religião define quem mais se aproxima de Deus, o dinheiro divide o rico dos miseráveis, a política separa o forte dos fracos, a moda e a cultura classificam as origens, e apenas a etnia foi capaz de arrastar séculos de escravidão e inferioridade. Contudo a maior preocupação ficou centralizada no ato de comparar as pessoas umas ás outras.

Aquilo que deveria fazer parte de uma cultura rica e diversificada é visto com escárnio por alguns também denominados por “preconceituosos”. O preconceito também se tornou uma espécie de separação.

O Brasil com seu título “livre de expressão” não é totalmente livre de intolerância, não haveria tanta morte executada por torcedores de futebol, nem tantos jovens sofrendo agressões físicas pelo modo de se vestir até os dias de hoje.

Na atualidade, o fanatismo é uma das doenças mais perigosas da humanidade, foi a causa das perseguições mais cruéis e inumanas já vistas, é o maior exemplo de que existem pessoas que não aceitam idéias contrárias, é um egoísmo conceitual, que em prática prefere tirar a vida a aceitar outras visões.

A sociedade se multiplica, e proporcionalmente as diversidades ficam maiores, diminuindo a tensão entre o estranhamento, porém o preconceito ainda é algo que choca, mas que junto com a tolerância pode tornar-se insignificante se os indivíduos deixarem as diferenças, e adotarem a ética quando forem tratar de um assunto tão milenar e delicado na história humana.

A Revolução do Trabalho

Faxineiro, Artesão, Médico, Engenheiro, Artista, pouco importa a profissão, o desemprego atinge boa parte da população do mundo e nenhuma dessas vagas está por assim dizer “fácil”.
A globalização tem gerado um transtorno para quem não acompanhou atenciosamente a grande mudança do século XXI. Mas não são culpados e ainda há tempo de recuperar a corrida.
A solução é incorporar os novos métodos empresariais na gestão de negócios e pessoas que colocam atenção redobrada nas questões de concorrência, exportações e espírito independente quebrando as fronteiras profissionais.
Um bom exemplo de sucesso é o Google, a empresa treina seus novos funcionários organizando uma viagem para quatro paises em 16 dias, lá eles tem a missão de absorver conhecimento e a cultura local, adquirir experiências e contatos que podem ajudar bastante a vida profissional. Os 16 escolhidos recrutados pelo Google são nada mais que recém formados com grandes idéias e desejos de inovação.
Em geral, grandes empresas estão adotando novos ambientes de trabalho e conseqüentemente gerando novos desafios, a função do empregado é surpreender e criar, deixando de lado o modelo tradicional na formação rígida empresarial. Nesse modelo apresenta-se a AES, com seus 30 mil funcionários, pode-se afirmar que muitas das decisões importantes são tomadas por empregados de diversos setores. A Predicta, em São Paulo, oferece cerveja à vontade para os funcionários durante o expediente, porquê tanto? Numa reportagem publicada pela Época, Marcelo Maizola, um dos três sócios da Predicta, afirma escolher seus funcionários a dedo e completa: “Se qualquer um deles quiser beber 10 latinhas de cerveja na hora do almoço, tenho certeza que ele sabe o que faz”.
O objetivo dessas empresas é desafiar, aprofundar as relações humanas, trabalhar com confiança nas pessoas que acreditam em mudanças constantes, no talento de surpreender e buscar novas formulas para o sucesso.

A grande praga no mundo da moda

Desde quando uma marca é criada, focalizada e comercializada, muitas pessoas exercem a atividade de levantar a voz e reclamar contra os excessos dos acessórios, cores, por vezes a vulgaridade das combinações, os altos preços, e claro, a mega magreza das modelos.
Quem são essas vozes?
Provavelmente não são os telespectadores afobados pela mídia, loucos para terem o mesmo par de sapatos. Mas não vamos entrar em detalhes sobre o consumo excessivo e leis de oferta e procura, o “i” da questão está exatamente na fotografia super retocada da modelo Filippa Hamilton, em um anúncio da marca Polo Ralph Lauren.

Lauren

Na esquerda, a modelo aparece deformada pela falta de senso e pelo photoshop, á direita a mesma modelo sem o “retoque” de “gorduras”.
Após o exagero, a marca disse que a foto alterada foi um erro e pede desculpas, mas logo em seguida a ex-modelo disse que foi demitida pela Polo Ralph Lauren, porque ela não se encaixava mais nas amostras, pois teria “engordado”.

Essa palhaçada toda reflete no impacto que a industria de moda tem feito nas jovens e adolescentes, nem vale a pena citar nomes de celebridades que morreram porque queriam estar “sob-medida”, ou porque ficaram na mesa cirúrgica na mão da estética. Mas vale ressaltar os milhões e milhões de reais que essa industria recebe por cada peça de roupa, idealizada em uma Olívia Palito.

O fato é: quanto mais obesa a população fica, mais fina é a mulher perfeita. E isso é exatamente o que eles querem, moda é um mundo de perfeições, que por trás das cortinas exploram uma imagem totalmente deformadora e o mais incrível é que é quase impossível notar o quão monstruoso é o caráter excessivo das roupas numa passarela.

Isso porque a moda deveria dizer algo sobre a nossa cultura, como a gente realmente é.

R$ 1,10 para sair de casa

Na mídia, a notícia foi publicada em 06/06/2009, no SPTV, com o título: “Justiça suspende construção de pedágio na Fernão Dias, em Mairiporã”, essa ação foi resultado dos protestos pelos próprios moradores da cidade, pois a região do pedágio é uma área de preservação ambiental, próxima aos reservatórios do sistema Cantareira de abastecimento. Mas de nada adiantou o processo. A Autopista Fernão Dias recebeu a licença ambiental para instalar o pedágio, e pouco menos de uma semana recomeçou a obra.

O pedágio fica exatamente no final da rua de um dos bairros da cidade. Moradores irão pagar R$ 1,10 para ir ao mercado, escola, trabalhar, passear, ir ao médico, farmácia, etc.
O custo dos transportes também serão reajustados. O custo de um ônibus intermunicipal HOJE é de 5,90.

Com o término do projeto, serão 8 pedágios de São Paulo até Minas Gerais.

Atenção: Todas as fotos estão protegidas por direitos autorais. A cópia sem autorização do titular dos direitos autorais e ou detentor dos direitos de reprodução ou fora das estipulações legais constitui contrafação, um ato ilícito civil e criminal.

É tempo de segunda chance

Como se tivéssemos renascido após a segunda guerra mundial, após o 11 de setembro e algumas outras guerras religiosas, econômicas, políticas, raciais e civis. Como se tivéssemos brotado da bomba atômica, recuperados o fôlego dos conflitos e as sombras do muro de Berlim. Estamos na era da segunda chance. Da meia volta.

Aquela historia de começar tudo de novo deve ter invadido o espírito dos tratados, acordos, experiências cientificas, mesas cirúrgicas, aviões terroristas, parlamentos, casas, prédios, palácios, tudo!

Só é difícil caracterizar essa segunda chance.

É como precisar relembrar do holocausto para que ele não aconteça novamente. Como se o medo impedisse que a segunda chance seja um fracasso como a primeira. E todo mundo continua tentando nas mesmas coisas: votam no mesmo político ladrão, compram todo mês a prestação sabendo que mais tarde vai ser um sufoco para pagar, fazem uma segunda cirurgia plástica para corrigir a primeira que deu errado… É sempre a mesma tecla, o mesmo fascínio, quase que um “como se fosse a primeira vez”.

É tempo de roubar respostas de provas (Como roubaram no ENEM), afinal, se não der certo, dois meses depois haverá outra. Eu ficaria admirada se nunca tivessem pensado nisso, ganhar 500 mil por um gabarito…

Até gripe suína é resultado de segunda chance, me parece que esse planeta já teve umas boas pandemias. E o resultado disso tudo é a preocupação totalizada sobre as possíveis curas e pesquisas da AIDS, quando percebemos, estávamos todos tentando mudar pra um canal de TV que não alertasse: “Gripe suína espalha-se por mais um país!”. Logo ninguém aguentava mais ouvir sobre o assunto e boa parte da população ia adquirir sua mascara nas farmácias mais próximas.
Diferente de alguns anos atrás, estamos no tempo do divórcio, de ter filhos de pais diferentes ao decorrer da vida, de ser “de menor”, de cometer delitos e de não ser punido, de matar, ser condenado, julgado e livre.

É tempo de trocar os títulos, de chamar de segunda chance o que nos bons tempos chamariam de vexame.